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por J. S. |
Pregando um Vulturismo satânico através de temáticas envolvendo caos, horror, misantropia absoluta, morte, vingança e solidão, nos deparamos com um novo e expressivo nome em nossa cena Black Metal, o VULTURINE. Um projeto que é fruto do trabalho e da mente obscura de Vlad Hades, músico já bem conhecido em nosso underground pelos serviços prestados ao Miasthenia, no passado, e agora, ao lado do Crux Caelifera e do SpellForest. Veja abaixo a entrevista cedida ao nosso correspondente JS. |
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1 - Conte-nos um pouco sobre o Vulturine, quando surgiu e quais as pessoas passaram pela formação da banda.
Vlad Hades: Vulturine nasceu das mais tenebrosas inspirações, no começo do ano 2000, através de meus pensamentos misantrópicos... Após eu ter ficado alguns anos sem tocar em bandas, resolvi novamente compor, desta vez mais cheio de ódio, munido de mais sabedoria, gravei duas músicas em um home stúdio...E depois disto senti a necessidade de ter outros músicos envolvidos...O primeiro que veio a minha mente foi Hamon (por sua execução brilhante e também como produtor)...Em 2003 gravamos o cassete ep “Carhartes Aura” com uma extrema produção, a Goat Music Records mostrou interesse e nós firmamos para o lançamento desta demo em K7, no estúdio Lord Morpheus (Crux, Mithological) executou as linhas de Baixo, Lord Mephyr também participou com synths na faixa “Thousand Nynphs are Dead... Essa demo foi produzida por mim e o Hamon no estúdio Ancient Valley Towers...Agora em 2004 Daemon Est Deus Inversus (Bass) se uniu ao Vulturine, e agora estamos nos preparando para gravar o Debut Cd...Puro misantrópico black metal, baseado na aura negra dos abutres, sangue, pestes e no milênio do caos. |
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2 - Quais as maiores influências líricas da banda? Fale um pouco sobre atemática de suas letras.
Vlad Hades: As letras são baseadas em pensamentos individualistas sobre o caos, horror, misantropia absoluta, morte, vingança, solidão. Elas não possuem conexão, mas representam uma mesma idéia de claustrofobia, insanidade, abutres, ou vulturismo satânico como costumo dizer... Isto é o fim da fantasia... Através de misantrópicos e furiosos black metal. |
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3 - Você está também envolvido com outros projetos como o Spell Forest e o Crux Caelifera, conte-nos um pouco sobre sua participação efetiva nessas hordas e como é possível conciliar tudo isso!
Vlad Hades: Bem, o Vulturine não é uma banda que ensaia com freqüência, muito pelo contrário, eu componho e faço as letras então compartilho de algumas idéias com o Hamon... Agora com a entrada de Daemon as coisas serão um pouco diferentes, pois teremos duas pessoas envolvidas em todo este processo... Por isso o Vulturine não me toma tanto tempo... Eu concilio os ensaios entre as bandas... Eu entrei no Crux Caelifera a 1 ano pois a banda não tinha vocalista eu ouvi uma pré no estúdio e gostei da proposta musical do CRUX, fiz um teste e gravamos o Cd “Ad Lúcifer Aeternan Glorian “ que sairá agora pelo selo Somber Music, eu também recebi o convite de me juntar a horda Spellforest....E a banda está em estúdio gravando seu segundo Cd, vamos nos preparar agora para fazer shows... |
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4 - O último lançamento do Vulturine foi a demo tape Cathartes Aura, que apresenta um trabalho primoroso tanto na arte gráfica quanto na qualidade sonora. Como foi possível viabilizar uma DT deste nível e qual sua opinião sobre bandas que se esmeram tanto na realização de sua arte, mas que acabam sendo até mal vistas em nossa cena ou rotuladas como “comerciais” por tais atitudes?
Vlad Hades: Hail pelas palavras.”Cathartes Aura" é fruto de 1 ano de árduo trabalho, tanto na parte de arranjos, ensaios, concepção gráfica visualizações etc. ..Tivemos um bom tempo no estúdio e tudo foi feito com calma, talvez o que mais tenha viabilizado esta produção foi o entendimento entre eu e Hamon na hora de produzir este material, não ficamos batendo cabeça na hora de escolher o repertório, timbragem de instrumentos etc. A aura do Vulturine simplesmente surgiu de forma natural, eu acredito que uma gravação reflete o que a banda é, e isto quer dizer que não há como fantasiar e tentar ser o que Você não é. Ser rotulado comercial é até normal pra mim, vindo de pessoas totalmente débeis e inaptas na hora de executar um instrumento, as vezes caras que gravam sua suposta “demo” em um rádio de pilha e fazem uma capa, já se sentem os fudidos radicais...Cara, patético, uma banda que se presta a ouvir tais comentários está com algum problema, faço arte misantrópica, ou seja, FODA-SE !!!!!!!O mundo. |
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5 - Por que a DT Cathartes Aura foi lançada apenas em formato K7 em uma época em que tantos, ou praticamente todos, estão lançando trabalhos em CD? Foi uma forma de “manter um lado ainda mais underground”?
Vlad Hades: Na verdade não. Daemon o mentor da Goat Music, me ofereceu o lançamento de 1000 cópias em K7, no começo eu achei que seria inviável, mas agora sinto que fizemos a coisa certa, todas as bandas que se consagraram dentro de cena extrema lançaram demos, eu quero que o Vulturine seja um ato “kult” e lançar uma demo é ainda um meio de mostrar que não viemos do nada, que não somos uma banda a qual simplesmente já assinou com um selo e pronto, tem um monte de cds..A Goat Music rec até então tem feito o melhor possível, a capa é realmente profissional e a música fala por si própria, praticamente já distribuímos 300 cópias deste material em 2 meses de lançamento...Ah, por falar nisso, em breve esta demo estará disponível em Cd...Eu acredito que o formato não é o que conta, mas sim a qualidade, tenho vistos centenas de cds que não possuem esta qualidade... |
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6 - Ainda sobre a Cathartes Aura, notamos uma grande presença de climas mais atmosféricas no som de vocês, com muitas passagens que incluem vocais mais experimentais, bem como um clima que, às vezes, chega a beirar o “Doom Metal” em suas raízes, mas tudo isso é feito de uma forma que a banda não chega a soar nem um pouco comercial ou apelativa. Conte-nos sobre suas influências e por que resolveu apostar mais nesse lado atmosférico em uma época na qual o peso extremo e as gravações mais cruas tem sido muito mais valorizadas.
Vlad Hades: Veja bem, o Vulturine é uma banda extrema e tem em sua maioria partes rápidas, mas isso não quer dizer que os timbres sejam magros e agudos, hoje em dia muitas bandas fazem black metal extermo, e o fazem com grande maestria, mas 70% das bandas underground fazem música rápida “apenas” e simplesmente por não saberem executar seus instrumentos, mas aí entra uma questão importante, será que tocar rápido é mais fácil do que tocar lento??? Esta visão é meio deturpada, vou pegar um exemplo fácil, o disco Reign in Blood em minha opinião é um dos mais se não o mais extremo disco que já apareceu por aí, e ele é pesado, preciso e tocado com uma maestria infernal, talvez Marduk, Dark Funeral tenham batidas mais rápidas, mas eles nunca conseguirão obter aqueles timbres e aquele peso.... Eu aprecio em muito estas bandas, mas tenho uma visão totalmente diferente sobre peso e velocidade, o clima a que você se refere vem da devoção ao black metal feito nos anos 90, Dark Throne é um bom exemplo, não acho que eles sejam a banda mais rápida do mundo, mas o clima que emanam é simplesmente único, sobre influências, hoje em dia procuro mais inspiração em minha mente, mas claro, Samael, Danzig, Mercyfull Fate, Moonspell, Dio,Celtic Frost, Masters Hammer, At the Gates, Dissection, tenham algo a ver com estas influências.... |
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7 - Você tocou durante muito tempo no Miasthenia, como e por que se deu seu desligamento de tal banda?
Vlad Hades: Eu vim morar em São Paulo, e isto talvez tenha sido o principal motivo da minha saída da banda, mas também, diferenças pessoais, desentendimentos, e outros detalhes menos importantes, continuo acompanhando o Miasthenia de longe, pois foi uma parte importante em minha vida, não as pessoas, mas a música....Tenho o Cd 16 em minha coleção pessoal, assim como o Split com Songe d enfer, as demos e tudo mais...Talvez eu seja um grande fã da banda. |
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8 - O Vulturine tem planos para se apresentar ao vivo? Como estão as negociações para um lançamento oficial?
Vlad Hades: Sim, temos muitos planos, mas inicialmente estamos mais concentrados nos aspectos de divulgação da Cathartes Aura, isso inclui a possibilidade de tocarmos ao vivo, quando as devidas condições forem alcançadas. Temos umas 15 músicas para trabalhar em cima, O debut Cd será chamado “Sarcoranphus Papa” e dará continuidade ao caos, horror e misantropia. |
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9 - Obrigado pela entrevista cedida, o espaço é seu para deixar uma mensagem se quiser.
Vlad Hades: Obrigado pelas interessantes perguntas, todos interessados no Kulto aos abutres simplesmente adentrem: www.goatmusicrec.com.br. Misantropia é a chave!!! Hail a nova ordem da desordem vindoura! |
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